... também aconteceu algo inusitado: uma ligação às 9h30. Uma voz ainda sonolenta queria falar comigo. O motivo? saber como eu estava. Fofo, não? Sei lá. A princípio sim, mas, desconfiada, fico achando que é pra marcar território.
Não consigo entender este ser humano... diz uma coisa, faz outra. Depois volta atrás... os olhos, acredito, nunca mentem. No entanto, a boca ..... fala cada bobagem... sério, chego a ficar desanimada com as coisas que ele me diz... uma pena.
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domingo, 9 de março de 2008
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Dores da vida
Hoje está sendo um dia doloroso. Sinto dores físicas e emocionais. As físicas é por um motivo óbvio. Ontem, depois de 15 anos, decidi andar de bicicleta. Fui de Botafogo a Glória. Pedalei muito. Foi ótimo, mas o efeito foi devastador. Meus braços estão doendo, as pernas também. Pior, a virilha, quer dizer, a minha xereca (ops, não era pra falar isso aqui) tb está doendo. Pq será que aquele banco é tão desconfortável? É para eu não andar mais de bicicleta? Bem, pouco importa, decidi que vou pedalar, ao menos, 3 vezes por semana. Veremos...
.. já as dores emocionais estão relacionadas à perda de uma amiga muito querida. Uma vizinha, que considerava uma tia, faleceu ontem à tarde, de câncer. Fiquei até as 22h no velório. Pra mim, o pior não foi vê-la no caixão, mas acompanhar o sofrimento dos filhos. São 3, o mais velho tem uns 25 anos. Há exatos 11 meses eles perderam o pai, que era como um irmão para o meu pai.
Lembro que qdo meu pai morreu, Marcos e Angela foram as pessoas que mais deram apoio à minha mãe, à minha família. Adotei eles como tios, sempre presentes, preocupados e tal. Em outubro do ano passado, cansado de ver a mulher sofrer de câncer por 7 anos, Marcos não aguentou, enfartou e morreu, em casa, como meu pai.
Eu chorava tanto no velório dele que as pessoas vinham me consolar como se eu fosse mesmo um parente. Eu chorava pela perda, pela situação, por ver Angela, que mal conseguia ficar em pé por 30 minutos sem sentir dor, ali, em pé, ao lado do caixão, olhando 'umas últimas horas', como ela mesmo definiu, para aquele que tinha sido o grande amor de sua vida. Chorava pelos filhos que perdiam o pai e que já tinham a sentença de morte da mãe.
Lembro que, na época, eu que sofri muito por uma separação, repensei minha vida. Vi que aquilo sim é que era problema. Senti vergonha por ter perdido noites chorando por um cara que não valia uma lágrima.
Ontem, às 22h, no cemitério, vendo aquele corpo em uma caixa de madeira, com as mãos enlaçadas a um terço, uma figura frágil. Vendo os filhos, que nem chorar conseguiam. Diante de todo este quadro triste, senti, mais uma vez, vergonha.
Sim, eu sei que todos os problemas, por menor que sejam, são importantes. Mas, na boa, nada se compara ao drama que vive esta família tão próxima e querida por mim. Senti vergonha por chorar pela minha doença e por tantas outras coisas babacas e efêmeras.
O que fazer agora? Além de rezar, ajudar aos que ficaram vivos, dar apoio, o ombro, os ouvidos e toda assistência que estiver ao meu alcance. Até porque, a gente só pode mesmo ajudar aos que estão vivos.
.. já as dores emocionais estão relacionadas à perda de uma amiga muito querida. Uma vizinha, que considerava uma tia, faleceu ontem à tarde, de câncer. Fiquei até as 22h no velório. Pra mim, o pior não foi vê-la no caixão, mas acompanhar o sofrimento dos filhos. São 3, o mais velho tem uns 25 anos. Há exatos 11 meses eles perderam o pai, que era como um irmão para o meu pai.
Lembro que qdo meu pai morreu, Marcos e Angela foram as pessoas que mais deram apoio à minha mãe, à minha família. Adotei eles como tios, sempre presentes, preocupados e tal. Em outubro do ano passado, cansado de ver a mulher sofrer de câncer por 7 anos, Marcos não aguentou, enfartou e morreu, em casa, como meu pai.
Eu chorava tanto no velório dele que as pessoas vinham me consolar como se eu fosse mesmo um parente. Eu chorava pela perda, pela situação, por ver Angela, que mal conseguia ficar em pé por 30 minutos sem sentir dor, ali, em pé, ao lado do caixão, olhando 'umas últimas horas', como ela mesmo definiu, para aquele que tinha sido o grande amor de sua vida. Chorava pelos filhos que perdiam o pai e que já tinham a sentença de morte da mãe.
Lembro que, na época, eu que sofri muito por uma separação, repensei minha vida. Vi que aquilo sim é que era problema. Senti vergonha por ter perdido noites chorando por um cara que não valia uma lágrima.
Ontem, às 22h, no cemitério, vendo aquele corpo em uma caixa de madeira, com as mãos enlaçadas a um terço, uma figura frágil. Vendo os filhos, que nem chorar conseguiam. Diante de todo este quadro triste, senti, mais uma vez, vergonha.
Sim, eu sei que todos os problemas, por menor que sejam, são importantes. Mas, na boa, nada se compara ao drama que vive esta família tão próxima e querida por mim. Senti vergonha por chorar pela minha doença e por tantas outras coisas babacas e efêmeras.
O que fazer agora? Além de rezar, ajudar aos que ficaram vivos, dar apoio, o ombro, os ouvidos e toda assistência que estiver ao meu alcance. Até porque, a gente só pode mesmo ajudar aos que estão vivos.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Platão e o amor
Esta semana começei a reler O Banquete, de Platão. O mais interessante até agora é que estou com um olhar bem diferente sobre tudo o que lá está escrito. Os 10 anos de distanciamento da primeira leitura parece que fizeram surtir algum efeito.
Para Platão, e tenho que concordar com ele, existem vários níveis de realidade. Não apenas o que é visível, mas, principalmente o que é invisível.
O livro, para quem não leu, reúne sete peças, são discursos de elogios ao Amor. Os vários discursos se ressentem na dificuldade: ou não mostram a face do amor ou não revelam a da virtude.
Em seu discurso, Sócrates defende que se eros é eros da beleza, ele não pode ser belo porque se ele é eros da beleza é porque ele não tem a beleza ou tem medo de perdê-la.
Parece confuso, mas não é. O princípio é que Amor (Eros) é eros de algo. O algo de que eros é eros, é porque ele deseja e desejar é incompatível com possuir. Quem deseja, não possui.
Desejo sempre é falta, defende Sócrates, que defende ainda que o amor é um tipo de delírio.
Para Platão, e tenho que concordar com ele, existem vários níveis de realidade. Não apenas o que é visível, mas, principalmente o que é invisível.
O livro, para quem não leu, reúne sete peças, são discursos de elogios ao Amor. Os vários discursos se ressentem na dificuldade: ou não mostram a face do amor ou não revelam a da virtude.
Em seu discurso, Sócrates defende que se eros é eros da beleza, ele não pode ser belo porque se ele é eros da beleza é porque ele não tem a beleza ou tem medo de perdê-la.
Parece confuso, mas não é. O princípio é que Amor (Eros) é eros de algo. O algo de que eros é eros, é porque ele deseja e desejar é incompatível com possuir. Quem deseja, não possui.
Desejo sempre é falta, defende Sócrates, que defende ainda que o amor é um tipo de delírio.
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