Esta semana começei a reler O Banquete, de Platão. O mais interessante até agora é que estou com um olhar bem diferente sobre tudo o que lá está escrito. Os 10 anos de distanciamento da primeira leitura parece que fizeram surtir algum efeito.
Para Platão, e tenho que concordar com ele, existem vários níveis de realidade. Não apenas o que é visível, mas, principalmente o que é invisível.
O livro, para quem não leu, reúne sete peças, são discursos de elogios ao Amor. Os vários discursos se ressentem na dificuldade: ou não mostram a face do amor ou não revelam a da virtude.
Em seu discurso, Sócrates defende que se eros é eros da beleza, ele não pode ser belo porque se ele é eros da beleza é porque ele não tem a beleza ou tem medo de perdê-la.
Parece confuso, mas não é. O princípio é que Amor (Eros) é eros de algo. O algo de que eros é eros, é porque ele deseja e desejar é incompatível com possuir. Quem deseja, não possui.
Desejo sempre é falta, defende Sócrates, que defende ainda que o amor é um tipo de delírio.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
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