sábado, 17 de maio de 2008

Despedidas....

.... despedidas são sempre chatas. Tentei evitar uma delas. Não consegui. Ok, são chatas, mas, por vezes, elas são necessárias. Sim, são necessárias. Acabo de me despedir de uma pessoa. Um cara bacana que permeou minha vida por pouco mais de um ano.

Inteligente, amigo, sagaz, companheiro, com o coração do tamanho do mundo... poderia descorrer palavras e mais palavras para descrevê-lo. Ah, sincero também não pode faltar. Mas nada disso basta. É preciso mais. É preciso comprometimento. Fomos criados para esperar mais dos outros, para tentar realizar nossos sonhos. Este cara em questão, sabe-se lá pq, criou um muro de proteção ao seu redor. É possível penetrar até determinado ponto. Dali, ninguém passa. Bem, pelo menos eu não passei.

Saber que chegou a hora de pegar o banquinho e sair é difícil. A gente passa dias, meses, achando que as coisas vão mudar. Aguardando o tal despertar. Mas não vão. Pq para mudar é preciso vontade, disposição, é preciso estar aberto para tudo, inclusive, e sobretudo inclusive, para sofrer. É o tal abrir se ao destino, que Bauman fala num post mais pra baixo.

Enfim, o mote do post é despedida e como é ruim a gente dizer adeus a uma pessoa. Ter consciência de que aquele foi o derradeiro momento e que, se tudo ocorrer como o planejado, não nos veremos mais. Triste, eu sei. Mas necessário. Fica uma frase de Martha Medeiros:

"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente."

2 comentários:

drika disse...

nossa! sei bem do q vc fala. e tenho idéia do q sentes.

Renata Victal disse...

Pois é. Há quem prefira despedir aos poucos. Sou mais do tipo radical. Sei lá, parece que o sofrimento é menor..