domingo, 6 de julho de 2008

Mas..

... é que eu moro na Estrada da Possêê... caracaaaaaaaaaaaaaaa. Acabei de voltar de uma night muito bacana. Fui comemorar o niver de uma amiga que mora em Paris e que chegou hj ao Rio. Saí do jornal, cansada, depois de caminhar 3 horas com o Gabeira debaixo do sol escaldante de Copacabana, passar o dia na redação escrevendo... fui pra Casa Rosa com uma amiga.

Que a roda de samba era bacana eu já sabia. Além de estar lotado (eu disse lotado) de gatinhos, o grupo era bom. Mas o melhor estava por vir. Quando acabou o sambinha começou o pancadão das antigas. Saca Stevie B? Tony Garcia? Caracaaaaaaaaaaaaaaa, dancei muito.

Fernanda, minha parceira, que nasceu em 87 (isso mesmo, uma criança), não conhecia algumas músicas, mas passou parte da noite rindo de mim e da forma como eu dançava e me divertia. Ela, que é uma neném fofa, disse "Vc tá parecendo uma criança de tão feliz". E estava mesmo. Ainda estou. A-DO-REI !!!!

Pra quem não sabe... passei parte da minha adolescência sacudindo o popozão na Patin House, uma 'discoteca' que rolava todo domingo na quadra da Portuguesa da Ilha do Governador. Já deu pra sentir o nível né. Meu pai me deixava lá às 17h e me buscava às 23h. ÉÉÉÉ, meu pai me levava de carro, uma pequena burguesa rs. A galera ía de buzum mesmo.

Ficava lotado. Eu ía com meu patins in line, mega moderno pra época, quase ninguém tinha, e arrasava na pista. Funcionava assim: a quadra era isolada por uma corda. De um lado ficavam os patinadores, do outro a galera que só ía pra dançar e se pegar. Eu fazia os dois. O som era muito alto, ensurdecedor. To falando dos meus 15 ou 16 anos, que isso fique bem claro. Ía pra lá com as amigas do colégio, patinava, e depois de umas duas horas guardava os patins e caía do outro lado da corda. A macharada ficava circulando.
Quando me atracava com alguém ía pro paredão mesmo. Sensacional. A favela vive em mim !!!! E a frase: "Vc tira a pessoa da favela, mas não tira a favela da pessoa" funcionou muito hoje. Eu desci o morro ! Enrolei meus cabelos lisos. Me entreguei ao funk e amei. Dancei como há muito não fazia.
Não consegui me conter quando ouvi "Spring Love" do Stevie B. Sério, meus quadris ganharam vida própria rs. Se moviam de forma independente. rs Aliás, dá uma sacada na foto do cara rs Muito cafoooooooooooooooooona.

Pra quem não lembra da música ou não conhece segue um trecho (quem souber tenta cantar, é divertido vai? rs):


"I remember when we first started

You came to me and you were broken hearted

I took you in and wiped all your tears away

I gave you loving more than any other gave

Don't you know I'm the one and I love you girl

I don't care what they say you know you are my world

Come back home to the one

Who loves you more and more

Soon you'll see that it was me you were searchin for


Oh my love searching for

I really need you

I really want you baby

I need you and

I want you baby

Spring love - come back to me

I gotta have you baby"


E por aí vai.. SENSACIONAL !!!!!!!!!!!!!!!! E quando tocou “My sweety love” de Tony Garcia? Caraca, fui ao delírio. Dançando muito e com vários desconhecidos já que a Fernandinha não sabe como se dança este tipo de música rs. Em 92, este cara fez um show na Portuguesa. Eu queria muito ir, morria pra ir ao show. Meu pai só topou, acredite, pq ele foi junto. Meu pai era bacana, curtia música jovem. A condição era ir de camarote, pra ficar longe de confusão. E assim o fizemos. O show foi um fracassoooooooo. O cara só tocava os LPs, nada ao vivo. Tudo playback ahahah Muito trash. Inesquecível !
Depois dos clássicos do funk melody, o DJ começou a apelar. Quando tocou Créu, fomos embora. Na hora certa né rs.

Um comentário:

drika disse...

ahahahaha
esta época o funk era bom.
agora é este lixo!